Brás: da fé ao café, do desenvolvimento à
degradação.
Um dos bairros mais tradicionais de São Paulo
se desenvolveu depois da chegada dos imigrantes a São Paulo. Facilidade de
transportes foi determinante, mas saída das indústrias deixou rastros de
abandonos.
Andar pelas ruas do Brás, um dos bairros mais
tradicionais de São Paulo, dá um misto de orgulho e tristeza.
Orgulho por pensar que as edificações mais
importantes da industrialização paulista, que as atividades econômicas que
ajudaram a alavancar o crescimento da cidade e que o encontro de várias
culturas e povos tiveram o Brás como um dos principais palcos.
A tristeza vem só por olhar ao redor. Hoje
boa parte do Brás está degradada e, apesar das promessas, com poucas
perspectivas reais de mudança tão já.
Fezes de mendigos nas ruas, o comércio informal, atividades ilegais, tráfico de drogas, roubos e furtos, prédios descaracterizados e caindo aos pedaços, prostituição, má condição das vias. É só passear pelas ruas próximas ao Largo da Concórdia para se chocar.
Fezes de mendigos nas ruas, o comércio informal, atividades ilegais, tráfico de drogas, roubos e furtos, prédios descaracterizados e caindo aos pedaços, prostituição, má condição das vias. É só passear pelas ruas próximas ao Largo da Concórdia para se chocar.
Muito do que é ilegal está no Brás hoje,
desde os camelôs que trabalham sem nenhum tipo de permissão passando pelos
ônibus clandestinos que partem para o Nordeste, pela venda e consumo de
entorpecentes na luz do dia até as oficinas que em plena era digital, da
modernização fabril, escravizam imigrantes latinos.
Andar pelas ruas do Brás não dá sensação de
segurança. Mas olhar para o que restou dos prédios antigos ainda permite sentir
um pouco do espírito de luta e desenvolvimento que por lá pairou um dia.
São Paulo deve muito ao Brás e esta dívida
não está sendo paga. Não é necessário ser especialista em segurança,
transportes, mercado informal ou urbanismo para perceber que a região precisa
ser ressuscitada.
A história do Brás é rica e envolve a fé, o trabalho, as culturas e os transportes.
A história do Brás é rica e envolve a fé, o trabalho, as culturas e os transportes.
Foi inicialmente pelos trilhos e depois pelas
várias linhas de ônibus que o bairro começou a engatar de vez em um ritmo de
urbanização e crescimento.
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